Decoração e construção ganham sustentabilidade


Atuação responsável vai desde a saúde até preservação ambiental

Da Agência Anhangüera
Sustentabilidade e bem-estar também existem na construção civil e na decoração. “Há uma tendência de se preocupar com o meio ambiente. Hoje não dá para fazer uma obra sem pensar nisso”, afirma a decoradora Iara Kílaris.
A atuação responsável pode ser aplicada em quase todas as áreas, desde segurança e saúde até a preservação ambiental. Tintas à base de água (com menos cheiro e menos poluentes), madeira de demolição, pisos permeáveis, vidros que agridem menos a saúde e materiais recicláveis estão entre as alternativas sustentáveis.“O mercado já aderiu bem a isso”, diz Iara.
Segundo a decoradora, cada vez há mais pessoas interessadas em instalar energia solar em casa, para aquecimento, além do sistema de cisternas para captação de água da chuva. “Os clientes estão mais preocupados com isso”, diz Iara, que tem escritório em Americana e em Campinas.
No momento da escolha de materiais, ela faz opção por pisos permeáveis, especialmente no jardim, para facilitar o escoamento da água – problema muito comum hoje em condomínios asfaltados. “Esta é uma forma de não contribuir com inundações como as que ocorrem em São Paulo, onde já virou um caos.”O uso de MDF no lugar da madeira também já se tornou um pedido quase obrigatório na marcenaria. Há outros materiais desenvolvidos com base no conceito da preservação, como o vidro acetato. “O vidro comum causa problemas sérios no pulmão durante a fabricação”, diz Iara.O couro ecológico também é uma opção natural na decoração.
Há outras alternativas ecologicamente corretas, como as pastilhas de coco (material reciclado); as caixas de TetraPack usadas em balcões, bancos e objetos decorativos; a fibra de coco no lugar do xaxim; madeiras de demolição (“que dão efeito legal”); as tintas à base de água (que poluem menos e não têm cheiro); borracha de pneu em acabamentos paisagísticos; e tijolos feitos de entulho.“Cada vez há mais produtos disponíveis com esta preocupação.
O mercado já aderiu bem a isso”, afirma a decoradora. “O grande charme do momento é ter preocupação com o meio ambiente. Os profissionais da área estão se adaptando a esta demanda.”No Brasil, a introdução dos conceitos do Responsible Care Program® ocorreu em 1990, quando foram realizadas as primeiras palestras na Associação Brasileira das Indústrias Químicas (Abiquim).
Houve, de imediato, grande interesse por parte das empresas associadas, adotando-se a denominação Programa Atuação Responsável® para a iniciativa de adaptação ao caso brasileiro.Profissional prefere material menos agressivo.
O pintor Orlando Ferreira Martins diz que faz muita diferença trabalhar com tintas à base de água, em vez de solvente. “Quando é um lugar fechado e a tinta é com solvente, o cheiro fica impregnado por dentro da gente, é um incômodo”, descreve Martins, que trabalha com pintura há 20 anos. “Há muitas tintas que não têm mais cheiro.”Segundo Martins, o profissional até se acostuma, mas ele dá preferência hoje às tintas sem cheiro, como a que utilizou em sua casa. “No fundo, quem trabalha é obrigado a se acostumar com o cheiro, mas quando dá para escolher, é melhor sem cheiro.
O cliente não sofre o impacto e não prejudica ninguém”, afirma Martins, em referência ao dono da casa, ao pintor e à natureza.Com novos acrílicos, o cheiro da tinta sai em até três horas após a aplicação. A nova linha, além de ter o atributo “sem cheiro”, é à base de água, ou seja, com menor emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC) na atmosfera, o que contribui para a conservação do meio ambiente e também para a saúde dos consumidores.Acrílicos sem cheiro também asseguram maior bem-estar ao consumidor no processo de pintura. Não é mais preciso alterar a rotina da família esperando 17 horas, em média, para o desaparecimento do cheiro da tinta.
(AAN)OPÇÕES SUSTENTÁVEIS
Vidro acetato (fabricação menos agressiva aos pulmões)
Tintas à base de água sem cheiro (menor emissão de compostos orgânicos voláteis -VOC na atmosfera e melhor dissolução)
Energia solar para aquecimento (economia das fontes hidrelétricas)
Pisos permeáveis nos jardins (para maior escoamento)
Couro ecológico nos móveis e acabamentosMDF na marcenaria (menos madeira)
Pastilhas de coco (material reciclado)
Caixas de TetraPack em balcões, bancos e objetos decorativos
Fibra de coco no lugar do xaxim
Madeiras de demoliçãoBorracha de pneu em acabamentos paisagísticos
Tijolos feitos de entulho
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